A independência das crianças

06/09/2017

Aproveitando o clima do feriado de amanhã, referente à Independência do Brasil que celebra a emancipação brasileira do reino de Portugal que ocorreu no dia 7 de setembro de 1822, que tal então falarmos da independência das crianças?

 

Muitos pais acreditam que a independência dos pequenos depende exclusivamente do “deixar fazer”, ou seja, da liberdade dada à criança para que ela tenha suas próprias experiências. Mas isso não é verdade.

 

 

Como uma criança pode se tornar independente de forma saudável?

 

A independência deles depende muito da capacidade dos próprios pais de encontrarem um ponto de equilíbrio entre a proteção e a liberdade na educação dos filhos.

 

O que não se pode esquecer é que, para a criançada, muitas formas e conteúdos do mundo adulto que tentam explicar a elas, ainda não são facilmente compreensíveis e nesse sentido, a criança precisa de referências.

 

 

Um bom exemplo para se entender o afastamento gradativo dos pais e, consequentemente, uma certa independência por conta dos pequenos, é o ato de ensiná-los a andar de bicicleta.

 

Inicialmente os pais dão todo o suporte para tornar aquilo realidade (instalam as rodinhas, compram joelheiras, cotoveleiras e capacete e ainda seguram a bicicleta), mas gradativamente essas ações vão diminuindo e a criança não precisa mais ser segurada pelos pais, assim como não utilizam mais nenhum desses aparatos.

 

 

Outro bom exemplo é o caso dos estudos, que gradativamente a criança percebe a importância do conhecimento e assim vai se afastando apenas da necessidade da aprovação da professora e dos pais para aquilo acontecer.

 

 

Como ajudá-las nessa fase?

 

Vale uma palavra para esse momento: atenção. Os pais podem ajudar se estiverem atentos às necessidades da criança, como: carinho, dificuldade ou, até mesmo, espaço e liberdade. Isso significa dizer que é preciso compreender os momentos em que a estimulação da independência é necessária.

 

Uma importante ação dos pais é compartilhar as próprias experiências, o que inclui conversar sobre as próprias limitações e deficiências. Pois pais que assumem uma postura de que sempre se comportaram de forma perfeita, na intenção de servir de modelo para os filhos, na maioria das vezes se tornam modelos distantes e inalcançáveis.

 

Por isso, demonstrar os erros e suas incapacidades é se mostrar humano. Uma atitude que favorece e muito o desenvolvimento de uma independência infantil saudável.

 

 

 

 

 

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