O tabu do perigo dos parquinhos

06/06/2018

Pesquisadores e outros estudiosos explicam sobre a necessidade dos riscos

 

 

Segundo autoridades britânicas, em ambientes controlados e supervisionados por adultos, a provisão de riscos tem sido vista como benéfica para a desenvolvimento físico e mental das crianças.

 

O Reino Unido, assim como diversos países do mundo (Austrália, Suécia e Canadá), critica a cultura excessivamente protetora que elimina todos os perigos com os quais a criançada deveria crescer aprendendo.

 

 

De acordo com a diretora internacional da Kompan Play Institute, Janeatte Fish Jespersen, os arquitetos e planejadores que projetam parquinhos devem resistir a pressões contrárias aos riscos (vindas em sua grande maioria por pais e/ou responsáveis). Pois só assim, os pequeninos terão experiências lúdicas, desafiadoras e estimulantes.

 

Kompan Play Institute: Rede de colaboradores que pesquisa e monitora tendências em saúde, aprendizado e inclusão social em espaços lúdicos para crianças.

 

Em um artigo do site Fundação Child in the City, Janeatte explica ainda que esses medos e reclamações são derivados não só da falta de conhecimento sobre a certificação de segurança pela qual os playgrounds devem passar, mas também da falta de percepção sobre quais são os perigos reais na infância e quais os riscos saudáveis e necessários a elas.

 

Essa pressão causada desencadeou, nas últimas décadas, uma mudança nas áreas de lazer das crianças, principalmente na Europa e Estados Unidos, devido ao medo das pessoas entrarem com ações judiciais caso alguma criança se machucasse.

 

O pesquisador Tim Gill, publicou o livro “Sem medo: crescendo em uma sociedade avessa ao risco” (tradução para o português) que se tornou um manual para o movimento que reivindica um determinado nível de risco como positivo para as crianças.

 

RISCOS CONTROLADOS

 

 

Como já visto acima, os playgrounds são espaços de aprendizado livre para as crianças. E entendemos que o fato de elas correrem riscos é uma forma de aprender a navegar no mundo. Claro, todo o ambiente precisa ser propriamente planejado para ser seguro e assim, adquirir cada vez mais a confiança dos pequeninos e dos seus responsáveis.

 

Mas esse será um assunto para próximos posts... Afinal, nem todo risco é ruim! 

 

 

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